13.7.06

Conversas com a sogra

Ela - Ai a vossa casa é tão quente! Que abafado que está aqui... Têm as persianas fechadas...
Eu - Pois, se as abrirmos ficamos com a casa cheia de melgas. Temos é de comprar uma ventoinha.
Ela - Ah, mas assim não se consegue estar aqui. Com as persianas fechadas não...
Eu (naquela de tentar) - Oh mor, vai lá abrir a persiana à tua mãe sff.
(O tempo passa)
Ela - Ai que horror. Estou toda picada! A vossa casa está cheia de melgas. Bem vou andando...

Já as convidaste para entrar já podes ir andando não é??

Disk Full

É incrível como mesmo com dois discos nem sequer consigo compactar toda a tralha que tenho no pc.
O disco está cheio e eu começo a ficar cheia disto....

12.7.06

É incrivel como os desejos humanos se tornam tão simples quando se está sujeito a qualquer tipo de privação.
E é incrivel a facilidade com que são defraudados...

10.7.06

Eu não queria dizer isto mas... II

Pois, não quero falar do Deco. Também me irrita!

Prefiro perder os jogos todos do que ter um Brasileiro que finge que é Português e nem se esforça por cantar o hino.

Vá lá maseh fazer magiazinhas para o país dele!!

Eu não queria dizer isto mas...

No início deste ano fiz uma promessa: ser mais calma e tolerante com os outros. Devo ter quebrado a promessa 15 estoicos minutos depois de a fazer. Já não foi mau, 15 mn sem amaldiçoar a imbecilidade alheia não me parece nada mal!

Sim, o Pai Natal já sabe que fui uma má menina e que não vou ter direito a prendinhas. Nessa altura logo me preocuparei com as madrugadas que passarei em branco a chorar como uma Papoila arrependida por ter tido o descaramento de o admitir aqui (bolas, se não tivesse confessado a ninguém que não cumpria as promessas o Pai Natal nunca iria descobrir pois não? Afinal o velho gordo já não 'tá capaz de ler pensamentos neh? Uuups....).

Mas já que aqui estou o digo:

O Petit irrita-me.

Vejamos, não sei se o senhor é bom jogador ou não (se bem que com aquele auto-golo marcado no jogo contra a Alemanha está a tornar-se mais fácil tecer uma opinião), provavelmente até pode ser boa pessoa, um filho extremoso e amigo do seu amigo. Não podia então fazer um esforço para que o nosso hino não soasse a aliteração engasgada?

(Maria Papoila fazendo de conta que é o Petit):
Heróis do mar, Nobre pobo,
Nação balente e imortal,
Lebantai hoje de nobo,
O esplendor de Portugal,
Entre as brumas da memória,
Ó pátria sente-se a boz,
Dos teus egrégios abós,
Que hão-de guiar-te à bitória.

Torna-se difícil compreender o que se está a dizer...

Deve ter sido o Petit a ensinar o hino ao Deco, que como não deve ser bom fingidor prefere não cantar o hino a cometer gaffes imperdoáveis. (Deve ser deve...)

Hoje...

... foi muito bom!

Ai Portugal, Portugal...

Admito: não percebo nada de futebol! Não sei ver um fora de jogo e, acompanhando o Nuno Markl nessa bandeira difícil, vibro tanto com os penalties que acho que seria uma ideia gira que os jogos de futebol fossem 90 mn de sucessivos e desenfreados penalties. Mas gosto de ver a Selecção a jogar! Ai gosto sim senhor! A única coisa que me faz comichões ao âmago é ver a SIC a transmitir em directo o amigo e sempre saudoso Zé Povinho a rebentar as varizes para receber "O Portugal" (e atente-se no determinante artigo definido que nos auspicia que a selecção deixará de ser um nome colectivo, passando de mansinho a auferir personalidade e individualidade) que tão bem jogou.
Jogou bem sim senhor, mas (e bolas já nem vou falar do facto de ser apenas um desporto e não uma corrente política) porque raio terei eu que ouvir as barbaridades que se dizem??

Juntando a isto, jurei a mim mesma que não iria jamais reproduzir na minha memória a imagem do Roberto Leal no Jamor... Kaput! Apagou-se! Cabuuummmmm........

5.7.06

Robot Dance






O Namorido a fazer a pior imitação de sempre de um robot e há quem tenha o descaramento de o fazer na perfeição?? Bollocks!

4.7.06

Se eu soubesse o que sei hoje....


Recebi este texto no mail. Não me representa a mim (uma vez que eu faço parte da estatística como apenas uma dos 60 mil professores sem colocação este ano e nos 3 anos subsequentes), mas representa a minha classe e, embora não leccione numa escola, tenho como função coordenar e apoiar a acção pedagógica de um ATL. É muito triste quando, em pleno local de trabalho, sou sujeita a este tipo de pressões por parte de quem não tem o mínimo de formação pedagógica. Mais triste é quando é o próprio Ministério da Educação a dar 'força' e pretextos para que essas pessoas o façam...

Ser Professor Em Portugal
Missão quase impossível

  • Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa , 1 ou 2 meses no verão.
  • É uma profissão que exclui devaneios do tipo hoje preciso de sair meia hora mais cedo, ou o corriqueiro volto já justificando a porta fechada em horas de expediente.
  • É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivação ou quaisquer das 'ronhas' que grassarão, por exemplo, no ME (quem duvida?)ou na transparente AR.
  • É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar. E olhe que não, senhor secretário de estado, a escola da reportagem da RTP1 não é, nem de longe, caso único, circunscrito e controlado!
  • É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo patrão que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm ao espezinhar sistematicamente os seus empregados perante o cliente, mais não faz do que inviabilizar a venda do produto.
  • É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais.
  • É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, até 6 filhos...)
  • É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção. (Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles, e como se não bastasse tudo o que nos é exigido (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nem falar).
  • Ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país!

  • Assim, é bom que a cara opinião pública" comece a perceber por que é que os professores "faltam tanto":
  • Para além do facto de, nas suas "imensas" faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar :
  • - no acompanhamento de alunos em visitas de estudo,
  • - em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados,
  • - para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins, que não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas ,
  • - ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem (em casa, que é o sítio que lhes oferece condições) horas e horas não contabilizadas do obrigatório trabalho de escola.

  • Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam.
    Se é professor, sabe o quão verdadeiro é o texto acima registado.

    Se não é professor, creia que é verdade e apoie quem está a lutar simultaneamente pela dignificação da Carreira Docente e por uma educação de verdadeiro sucesso.


1.7.06

Mudança de Nacionalidade

Eu não sou de um país que se chama Portugal, sou de um país que se chama RICARDO!

*Desculpa Ricardo por todas as infâmias que te dirigi anteriormente, não se repetirão. Mea culpa, mea culpa!!!!!!

Obesidade Cultural Mórbida

Após uma pausa intelectual a que me permiti (vulgo 'borá lá mas'é pensar em coisas que não interessam para nada') cheguei à brilhante conclusão que sofro de 'Obesidade Cultural Mórbida'.

E porque pensarás tu, Maria Papoila, que és padecedora de tão famigerado mal? Ou melhor ainda, what the hell is that?

Eu explico, sigam as placas que dizem 'Raciocínio da Maria Papoila':

Sou viciada em livros, sou viciada em arte, sou viciada em cinema, sou viciada em fotografia, sou viciada em teatro, sei lá, sou obcecada pelo saber mais. Tantos anos a tentar cultivar-me, a muscular o cérebro. É nesta altura que eu deveria dizer com orgulho que sou uma Papoila um bocadinho acima da média popular, não é?
Desengane-se caro interlocutor, isso aconteceria se eu não enfardasse massivamente toda a espécie de 'gordura televisiva' que os canais do meu tão adorado país insistem em oferecer-me!... É qualquer coisa do género: tão hipnotica e hedonistamente absorvo as carradas de lípidos culturais que se me apresentam, que depois não tenho tempo para fazer exercicio fisico mental (leia-se cultivar-me).
Ou seja, o meu tempo de dedicação à verdadeira cultura aniquila-se quando chega a hora dos Morangos com Açucar...


Tsc, tsc, tsc, é com tristeza e pesar que anuncio que poderia ser uma cidadã mais culta e um bocadinho mais inteligente até, se tivesse a capacidade de não injectar calorias no meu tecido adiposo cerebral...

30.6.06

Eu não sou anti social os outros é que insistem em falar comigo... II

Cenário: Hospital

Personagens:
-Gaja do trabalho (que não entra bem aqui, aliás saiu foi depressa demais e depositou-me no hospital deixando-me lamuriosa à espera do namorido que se deixou dormir ou da Mummy que demora meia hora a fazer de carro um percurso de 5mn);

- Maria Papoila (sangrando do lábio inferior por se esforçar para não desatar num berreiro descontrolado não só pelas dores mas também, e sobretudo, por se encontrar numa cadeira de rodas fazendo parecer aos demais enjeitados do serviço de urgência que não teria nenhum familiar próximo que se compadecesse dela e a acompanhasse em tão sofrível momento de dor);

- Mummy (depois de me deixar à espera eternidades sem ter ninguém a quem me pudesse lamuriar que não contrapusesse com uma enfermidade que suplantaria a minha);

- Segurança antipático do hospital (que demosntrava claros indicios de homossexualidade bichona reprimida e/ou inactividade sexual continuada)

Maria Papoila (reprimindo estoicamente um berro) - Aii.... (leia-se: fod*-se mais ao cara*ho q'ésta mer*a doi!!!)
Mummy - Outra vez?? Mas agora não fazes mais nada senão rebentar joelhos?
Maria Papoila - Pois... (Obrigada Mummy pelo apoio carinhoso que demonstras ter sempre que me desgraço!)
Segurança antipático do hospital - A senhora não pode estar aqui! Só a menina com o joelho fod*do.
Mummy - Pois, eu sei! Deixe-me só ajudá-la a ir mais para ao pé do consultório, assim quando a chamarem só demora 20 mn a chegar ao pé do médico.
Segurança antipático do hospital - Pois, mas não pode.
Mummy - Pois, mas é só levá-la para ali.
Segurança antipático do hospital - Pois, mas não pode.
Maria Papoila (sentindo-se heroicamente forte por finalmente demonstrar que tem entes queridos) - Olhe lá ó meu iluminado assalariado deste hospital, será da dióptria elevada ou não consegue ver que não consigo ir a lado nenhum sozinha????
Segurança antipático do hospital - Pois, mas não pode. (ó mente iluminada!!)

Ao fim de uns minutinhos a Mummy vai lá para fora para evitar um embate verbal (que eu não sou dada a essas coisas do Wrestling). Maria Papoila all alone. Segurança antipático do hospital sorri vitorioso... (bastard).

Depois da consulta, Raio X. Lá vou eu com a minha cadeirinha de rodas, a qual aprendi a conduzir com mestria nos 5 mn anteriores, quando vejo o tão ignóbil segurança a aliviar-se no WC com a porta entreaberta (imagem que poderia ser fatal para a minha dignidade moral, mas que me deu um gozo do caraças).

Quando voltei do Raio X precisei de passar por uma porta que estava fechada. Ora, eu tinha aprendido a milenar arte de conduzir cadeiras de rodas, mas ainda era cinturão amarelinho canário, logo precisava de ajuda. Quando olho, lá estava o estúpido do bicho a olhar para mim com escárnio sem mexer um músculo para me ajudar!

Maria Papoila (aos berros) - Olha lá, minha besta! Vais-me ajudar ou vou ter de dizer a toda a gente que te vi a fazer chichi sentado na sanita????? (só me lembro de o ver ficar vermelho como um pimento para gáudio dos enfermos presentes).

Toma lá que é para não te meteres com uma Papoila em sofrimento!!!

29.6.06

Ordem Divina


Soube que o mundo roda perfeitamente nos seus eixos e que a ordenação cósmica está harmoniosamente delineada quando soube que o meu amigo homossexual é amigo e mora com meu amigo transsexual. =)

Não acredito em Deus, mas sempre soube que a Mãe Natureza tem um plano para todos nós. Ou então não, mas dá-nos sempre a oportunidade de viver em harmonia. Fiquei feliz! =)

Eu não sou anti-social, os outros é que insistem em falar comigo... I

No trabalho:

Ela - Não gostas desta música?
Eu (sorrindo simpaticamente) - Nem por isso...
Ela - A sério???? Não gostas??? Eu adoro música brasileira: Ivete Sangalo, Daniela Mercury e assim! Faz-me sentir bem disposta, alegre!
Eu (inexpressivamente) - Pois.... A mim não...

Há males que vêm por bem... (I think)

Para colmatar a total inactividade que rege a minha vida nestas últimas semanas resolvi CRIAR!
That's right... Assim eu, Maria Papoila, saí de uma consulta daquilo a que carinhosamente chamo "ainda bem que foi um acidente de trabalho e o seguro cobre e assim não tenho que aturar a seca e o mau serviço do sistema nacional de saúde", agarrei na mummy (ou foi mais ela que me agarrou a mim e me amparou as muletas) e fui às compras. De quê? Ah pois é!!! Pela primeira vez na minha vida dirigi-me a uma papelaria com uma lista feita by myself: tela, tinta acrílica, cola vinílica, pinceis, spray fixante, etc... Para que foste tu gastar carradas de dinheiro em algo que nem sequer sabes comprar sem a ajuda da simpática empregada da loja Maria Papoila?
Pois bem, eu respondo orgulhosamente que.... tcharaaaammm... resolvi pintar um quadro para decorar a sala!! E devo dizê-lo sem nenhum pingo de modéstia que adorei o resultado final!! Mai´nada!
Ora eu que nunca me dei com a difícil tarefa das Artes e Ofícios, exceptuando os dois anos durante a licenciatura em que os inocentes professores de Expressão Plástica tiveram que conviver com a minha inabilidade manual, resolvi encostar a falta de jeito entre a espada e a parede (ou mais fidedignamente entre a tela e o pincel) e consegui concretizar fisicamente aquilo que imaginei*.

E assim, é com toda a pompa e circunstância que perpetuo aqui 'o meu mais novo' (que curiosamente não tem nome, mas... o q'é q'isso interessa??)!!



*Sim, porque criatividade (Graçazadeuuzzzz) nunca me faltou, o que me falta são mãozinhas habilidosas...


26.6.06

Lua de Mel ou Barcelona é fixe e o resto que se lixe!!!

Parc Guell, Barcelona - 17 de Junho de 2006


Quero mais! Quero voltar a sentir o cheiro das Ramblas, quero ver o Sol a nascer no Mediterrâneo, quero falar espanholês... Quero voltar!

União

Restaurante Nezy, Almada
Quando se comemora com o coração a simplicidade é a melhor forma de o fazer!

Tudo o que é demais...

Por muito que ame e tenha desejado esta casa linda e maravilhosa, se tenho que a respirar por condicionalismos físicos que dão direito a baixa, surpreendentemente sinto que preciso de férias dela.
However, e embora odeie sentir-me inútil, sabe muito bem não ir trabalhar! =)